terça-feira, 10 de novembro de 2009

UM ESCRITOR PARA CRIANÇAS E CACHORROS


Biografia

Extraido do site do autor

Sou um escritor e desenhista paulistano, nascido em 1949.Casado com a Maria, tenho tres filhos: Maria Isabel, José Eduardo e Clara. Lá em casa mora também uma simpática e peluda carregadora de pulgas de nome Diana. Se entrar ladrão em casa, acho que estamos fritos.Gosto muito de música, tanto que se não fosse escritor tentaria arranjar emprego de pianista de pizzaria. Um dos melhores livros que já li foi o Dom Quixote de Miguel de Cervantes.Falando de pintura, admiro o belga René Magritte.Falando de gravura, admiro o pernambucano Gilvan Samico e também as xilogravuras populares.Torço pelo glorioso Santos Futebol Clube, o gigante indescritível da Vila Belmiro. Aprecio pão, queijo e cerveja por isso minha discreta barriguinha. Sou tímido mas não medroso, se bem que já fugi de cachorro bravo.Calço 43.Acho que a literatura deve tratar sempre daqueles assuntos meio vagos, sobre o quais ninguém pode ensinar, só compartilhar: as emoções, os medos, as paixões, as alegrias, as injustiças, o cômico, os sonhos, a passagem inexorável do tempo, a dupla existência da verdade, as utopias, o sublime, o paradoxal, a busca do auto-conhecimento, coisas banais que fazem parte do dia-a dia de todas as pessoas. Para mim, a literatura, inclusive a infantil, é, sem dúvida, uma forma de tentar compreender a vida e o mundo.
 
A OUTRA ENCICLOPÉDIA CANINA
Companhia das Letras 1998
 
UM LIVRO INFANTIL BOM PRÁ CACHORRO!


Prêmio Jabuti 1999
Como está dito em seu título, não se trata de uma enciclopédia como as que consultamos normalmente, pois esta é a “outra enciclopédia canina”. Isto significa que os leitores não encontrarão nesta publicação as informações tradicionais que compõem obras de referência. Os “verbetes” a respeito dos cães aqui reunidos trazem informações subjetivas descrevendo “o jeito de ser, os usos e costumes, os sonhos, qualidades, defeitos, prazeres e manias” de vinte e quatro espécies caninas. Depois de falar de maneira coloquial e bem-humorada sobre o afghan, o beagle, o basset-hound, o chihuahua, o dálmata, o fox-paulistinha, o pastor alemão, o São Bernardo entre outros, esta “enciclopédia” fecha descrevendo o vira-lata como “talvez a mais apaixonante, comum, rara, incrível e popular raça de cachorros existente no mundo”. Cada raça de cão é também apresentada através de ilustrações bem-cuidadas feitas por diferentes ilustradores, o que nos dá a possibilidade de contato com um panorama nacional de ilustradores de livros infantis, uma vez que esta publicação reúne vinte e quatro dos mais conceituados artistas da área. Boa opção para crianças que lêem sozinhas e que gostem de animais. (Maria Silvia Pires Oberg apud Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil – São Paulo – V.8 – P. 1-211 – 1997 Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato)

VEJA UM DOS BELOS TEXTOS CONTIDOS NO LIVRO

O VIRALATAS


Este é meu viralata TIMÃO já apresentado neste blog

Talvez a mais apaixonante e popular raça de cachorros existente no plante seja essa, conhecida vulgarmente como viralata.

 Ao contrário de todas as outras, essa espécie canina apresenta uma quantidade quase infinita de características o que praticamente torna impossível qualquer definição mais exata a seu respeito. Viralatas podem ser frios e impenetráveis como afghans. Ter temperamento bruto e ao mesmo sentimental dos buldogues. Possuir a força de vontade de certos chihuahuas. Serem patetas feito beagles. Possantes como cães de nfila. Sombrios como cocker spaniels. Inteligentes e arrogantes feito collies. Implicantes como dachhunds. Exibicionistas como dálmatas. Desligados como dinamarqueses. Sedutores feito os fox paulistinhas. Metódicos como pastores alemães. Naturalistas como pointers. Vaidosos como poodles e iluminados feito os são bernardo.
Podem também ser uma mistura de tudo isso.
A bem da verdade, a raça dos viralatas, por incrível que pareça, consegue apresentar tantos tipos de comportamento e caráter quantos tipos de comportamento e caráter existem na face da terra.
Essa espécie possui um único e exclusivo ponto comum: todos os viralatas, sem exceção, são diferentes uns dos outros. Cada um exibe sua beleza própria, seu perfume, seu pêlo, seu jeito de ser, ver, latir e sentir as coisas. É emocionante acompanhar uma cadela viralata atravessando a rua seguida por seus filhotes, cada um com sua cor, tamanho e tipo diferente. A ciência moderna já conseguiu estudar a maiorias absoluta das raças caninas, hoje devidamente registradas e catalogadas, mas está longe de decifrar esta surpreendente e imcompreensível, por isso mesmo fascinante, espécie que late, faz xixi no poste, come carne, tem pulga, abana o rabo e é conhecida e cada vez mais respeitada por todos os cantos e recantos do planeta.

Ricardo Azevedo - A Outra Enciclópedia Canina

Nenhum comentário: