sábado, 19 de junho de 2010

FRASES DE JOSÉ SARAMEGO - ESCRITOR GENIAL, PRÊMIO NOBEL *1922 +2010

"O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever", disse ao receber o Prêmio Nobel, em 1998, citando o avô, analfabeto.

"No fundo, o problema não é um Deus que não existe, mas a religião que o proclama. Denuncio as religiões, todas as religiões, por nocivas à Humanidade. São palavras duras, mas há que dizê-las."

"Penso que não merecemos a vida, penso que as religiões foram e continuam a ser instrumentos de domínio e morte."

"Nada há que seja verdadeiramente livre nem suficientemente democrático. Não tenhamos ilusões, a internet não veio para salvar o mundo."

"Creio que me fizeram todas as perguntas possíveis. Eu próprio, se fosse jornalista, não saberia o que perguntar-me."

"Se eu pudesse repetir minha infância, a repetiria exatamente como foi, com a pobreza, com o frio, pouca comida, com as moscas e os porcos, tudo aquilo."

"Mas então ninguém percebe que matar em nome de Deus é fazer de Deus um assassino?"

"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar."

"Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro."

"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais."

"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos."

"O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas."

E o que diz o Vaticano sobre a morte de Saramago:
O jornal L'Osservatore Romano, de propriedade do Vaticano, definiu neste sábado o escritor José Saramago, morto na última sexta-feira, na Espanha, como "um homem e um intelectual de nenhuma convicção metafísica, permanecendo até o último momento em sua crença teimosa no materialismo histórico, ou melhor, no marxismo". As informações são do jornal italiano La Repubblica.

O artigo, chamado "A (suposta) onipotência do narrador (L'onnipotenza (presunta) del narratore)", também diz que Saramago se colocou "lucidamente na parte do joio em meio ao campo de trigo do Evangelho".
O escritor, ainda de acordo com o artigo, se declarava "insone" ao pensar sobre as Cruzadas ou a Inquisição, mas esquecia de se lembrar dos gulags (campos de trabalhos forçados do regime soviético), dos genocídios e dos samizdat, tentativas de burlar a censura cultural nos países da Cortina de Ferro.
A obra mais conhecida de Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, foi definida pelo jornal como uma "afronta à memória do cristianismo da qual não há o que salvar", em que Jesus "dirige o mundo com um poder sem misericórdia".
Fonte: Terra

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